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O projeto Skateparks do Brasil exibe propagandas para custear o registro do domínio. Ajude-nos a continuar mapeando as pistas de skate do Brasil e do mundo.
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Praia Grande - São Sebastião

Está ali, bem do lado de Maresias, a pista de skate da Praia Grande. Uma bela pista, mas que deixamos a critério dos leitores sua avaliação. Além de informar que está situada na Rodovia Governador Mário Covas, ou BR 101, se preferir, não vamos falar sobre ela. 
Esse parque de skate foi escolhido para a postagem de hoje* por estar na cidade** onde nasceu o primeiro campeão brasileiro de surf, Gabriel Medina. É um feito histórico. Será sempre lembrado. Foi emocionante mesmo para quem nunca surfou. Pipeline teve seu grau máximo de vibração do público festa naquele trecho de areia. E longe dela estava todo o país pendurado na ESPN, site da ASP ou Youtube. Ao vivo. Acompanhar aquela coroação deu orgulho. Entendo, aliás, que ele deveria ter sido duplamente coroado. Pois foi melhor que Julian Wilson e merecia ser também o campeão daquela importante etapa. Mas fazer o que, né? Juiz é juiz em qualquer esporte. Justo ou não são eles que dizem. 


Aliás corre por aí que nosso campeão foi punido por ter saído do mar, carregado, dado entrevista e ainda assim voltar para a bateria e ganhar, conseguindo continuar até a final da competição. Ou quem sabe por ter ganhado de um brasileiro que ficou na água comemorando por ele. Quem sabe? Assim decidem os espíritos do surf. 

O fato é que Medina mostrou muita habilidade e humildade. É um cara que merece estar representando todos que torcem pelo esporte ou por ver alguém da sua terra chegando lá. Deus queira que essa vitória traga um impulso no nível de competitividade dos atletas do Brasil. Somos campeões mais do que nunca. O Brasil pode ser melhor no esporte que quiser. Tá bem que não dá para exigir demais, porque não temos neve por aqui e algumas pranchas precisam desse "pequeno detalhe". Mesmo assim. Argentina e Chile, nossos países irmãos, estão aí do lado, com ladeiras de neve de respeito.

Alguns podem achar que este não é assunto para se tratar em um projeto sobre pistas de skate. Mas estamos falando, amigos, do pai de todos os esporte de prancha. Entre dezenas ou centenas de modalidades existentes destas atividades que requerem um shape, preso ou não aos pés, vamos olhar por cima como estamos nesse tipo de esporte radical? Considerando as mais conhecidas. No skate, considerando street, vertical e downhill, o Brasil já tem 11 atletas reconhecidos como melhores do mundo.

Bob Burnquist (2000 e 2008)
Carlos de Andrade (2000 e 2009)
Rodil Ferrugem (2002 e 2004)
Sandro Dias (2003, 2004, 2005, 2006 e 2007)
Sérgio Yuppie (2005, 2006, 2007, 2008 e 2009)
Karen Jones (2006 e 2008)
Rodolfo Ramos (2008 e 2010)
Pedro Barros (2010, 2011 e 2012)
Letícia Bufoni (2011 e 2012)
Kelvin Hoefler (2011 e 2012)
Douglas Dalua (2012) 
Fonte: CBSK.

No surf, em outro ponto de vista, sem considerar competições regulares, o que é muito diferente, Carlos Burle foi o primeiro campeão brasileiro, de ondas grandes. E  Phil Rajzman na categoria longboard. Mas isso não importa, pois os três tem mérito. Todo feito tem sua grandeza. No sandboard também temos campeão mundial, Digiácomo Dias, de Floripa, já levou o Brasil ao lugar mais alto do pódio. Na página da Associação Brasileira de Wakeboard consta que um brasileiro está na segunda colocação.

O projeto Skateparks do Brasil manda os parabéns para todos aqueles que carregam a bandeira do Brasil colada no seu shape! Em especial para o que mais recentemente cravou seu nome na história. 

Valeu Gabriel Medina!!!

** Se quiser ver mais pistas de skate da cidade de São Sebastião veja também esta matéria na enciclopédia Skate Curiosidade.

* Escrevo esta postagem em 25 de dezembro de 2014, seis dias após, mas deixo como data da postagem esse dia inesquecível para o surf brasileiro.

Skatepark que faz um skate voar?

Sim! Já existe, pelo menos para seus inventores... E dá para investir na empresa que criou a tecnologia, ajudando-a a tornar isso um novo produto. Para saber mais olha essa notícia. Melhor ainda, vai na página criada pela Hendo Hoverboards para demonstrar o projeto. Dá para ver detalhes do que esses gênios pretendem criar. E para ficar com água na boca sobre o que o futuro nos reserva, assista ao vídeo abaixo.

E se por acaso for conhecer isso de perto em Los Gatos, Califórnia, nos conta como foi.

Ampliação das Pistas de Skate

Percebe-se facilmente que algumas pistas de skate no Brasil poderiam ser muito maiores. Aqui na região de Floripa temos dois bons exemplos. Confere abaixo a skatepark de São José. Todos os espaços com uma estrela azul poderiam servir para uma bela ampliação. O traço verde é uma opinião. Construir uma transição por ali, formando um grande banks, seria uma melhoria considerável para a qualidade do pico.

Já em Florianópolis, no bairro da Trindade, bem na frente do Iguatemi, temos um exemplo interessante sobre a utilização de um local público dedicado ao esporte. A área circulada em azul é a pista de skate. Tem uma mini rampa e uma pequena área de street. Logo do lado direito, com uma hachura vermelha, está uma quadra de futebol e basquete. Mas o que definitivamente não se faz nesse espaço é a prática de esportes com bola. Só dá skate, sempre. Para provar que não é mentira basta ver nos círculos amarelos a quantidade de palcos e corrimões espalhados pelo concreto.

Mais e melhores pistas de skate é o que queremos. Preservar e ampliar as áreas já existentes para o esporte é dever do município e do estado. Basta perceber o quanto estes espaços são bem utilizados para ter certeza que valerá a pena o investimento.

Conexões entre o Skate e o Surf

Posso estar enganado, mas acho que qualquer pessoa que pratica um esporte de prancha tem vontade de experimentar outros, nem que seja uma vez na vida. Qual skatista não fica com o pé coçando quando assiste alguém descendo uma ladeira de neve? Ainda mais aqui no Brasil, onde não é possível praticar esse esporte...

O mesmo vale para o surf, wake, mountain, kite, sand e qualquer outros boards que sejam possíveis. Trata-se simplesmente da vontade de firmar a base e ver qual é. Claro, não é tão simples como parece. Já tive a oportunidade de fazer kite, sand e surf. Em nenhum deles bastou por os pés na prancha e sair mandando manobras. Muito pelo contrário. É preciso a iniciação, primeiro pegar as manhas básicas para, só depois de alguns (ou muitos) tombos, poder aproveitar a sensação de deslizar por aí.

Explorar as conexões entre os esportes de prancha é um tema muito interessante. Sobre o assunto, confira a séria The Surf Skate Connection, produzida pelo site Surfline. São 6 capítulos com fotos e videos alucinantes! Capítulo 1, capítulo 2, capítulo 3, capítulo 4, capítulo 5, capítulo 6.

E depois me diga se não deu vontade de pegar umas ondas.
;-)

PS: valeu os links, Peu!